Novo filme da franquia de terror Amityville. Desta vez, uma jovem jornalista decide fazer uma reportagem para revelar todos os acontecimentos de Amityville, desde 1976. Ela chega ao local acompanhada de padres, outros jornalistas e de investigadores de atividades paranormais. No entanto, os fenômenos de antigamente voltam a acontecer.

 

(Essa crítica contém spoilers)

Nos anos 70, o caso Amityville, chocou os Estados Unidos. Seis membros de uma família foram assassinados a tiros, incluindo quatro crianças, pelo irmão mais velho, um jovem problemático que alegava ouvir vozes que o mandavam matar. A primeira adaptação dessa história para o cinema foi feita em 1979 e teve seu remake lançado em 2005, além de outras sequências e prequels. “Amytiville – O Despertar” vem como uma história original, estrelado por  Jennifer Jason Leigh, Cameron Monaghan e Bella Thorne estrelam como uma família que se muda para a casa mal assombrada em Long Island, endereço em que foram praticados os assassinatos originais.

A família é desestabilizada pelo acidente que aconteceu com o filho (Monaghan), provocado pela irmã (Thorne), uma adolescente problemática que possui uma péssima relação com a mãe e se encontra em um período de rebeldia e insatisfação, acentuada pela culpa do coma no qual o irmão vive. Porém, ao se mudar para a casa mudanças começam a acontecer no quadro de saúde do jovem, já desenganado pela medicina. Neste ponto a trama começa a tomar a forma de terror, pois o que move essas alterações na vida daquelas pessoas, não pode ser algo explicável por um viés biológico.

Com isso, começa o esperado filme de terror/suspense, que na verdade é apenas uma construção genérica inspirada em filmes já feitos. Sustos previsíveis, personagens desenvolvidos de maneira tão superficial que, os dramas pessoais que deveriam gerar algum peso, só criam uma certa curiosidade que serve como linha para o caminhar da história. Até agora, não entendi a necessidade da amizade com a garota “gótica” da escola, a não ser para existir uma cena na qual a protagonista explica como o irmão ficou naquele estado lamentável.

 

 

A mãe, em alguns momentos parece ser louca, em outros oscila como depressiva e, em dado momento, a maneira escolhida para retratá-la, deixa a entender que ela seria a  pessoa que está possuída pela força maligna que move a casa. Tudo é confuso e soa falso no universo do longa. Até a ideia de vultos ou do cachorro latindo pro nada, elementos simples de serem manipulados para criar tensão não são eficazes.

Nem a garotinha fofa, que carrega sua foquinha de estimação, a tira-colo o tempo todo, é algo no qual se apegar. O pobre jovem doente então, só serve para justificar o deslocamento pra’quele local e ser possuído no final – aliás, que cena ridícula a dele tocando na parede satânica do porão e tendo o corpo deformado transformado em um corpo saudável até agora estou achando que naqueles tijolos tinha vitaminas, calágeno e Way.  Esse é um problema que prejudica a assimilação da verossimilhança do argumento do filme. Não soa como confusão para se criar um plot, e sim má elaboração da narrativa.

Com direção de Franck Khalfoun (‘Maniac’), Amytiville o despertar, nos entrega apenas mais um filme de terror pautado em situações que vimos inúmeras vezes nas tela. É um filme razoável. Repete o que já foi dito nos anteriores sobre o assunto e usa de fórmulas fáceis pra criar os sustos. Possui um visual bonito, que remonta ao gores/slashers dos anos 70, mas é insosso. A trilha é esquecível, as interpretações, idem. Apenas mais um terror apático.

Nota: 2/5