Na sequência do filme de 2014, um repentino ataque, praticamente os elimina, que  agora conta apenas com Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong) como remanescentes. Em busca de ajuda, eles partem para os Estados Unidos à procura da Statesman, uma organização secreta de espionagem onde trabalham os agentes Tequila (Channing Tatum), Whiskey (Pedro Pascal), Champagne (Jeff Bridges) e Ginger (Halle Berry). Juntos, eles precisam unir forças contra a grande responsável pelo ataque: Poppy (Julianne Moore), a maior traficante de drogas da atualidade, que elabora um plano para sair do anonimato.

Em Kingsman: Serviço Secreto (2014) somos apresentados ao mundo da Kingsman: uma agência de inteligência internacional independente que opera no mais alto nível de discrição, cujo objetivo final é manter o mundo seguro. Em Kingsman: O Circulo Dourado (2017), nossos heróis enfrentam um novo desafio. Quando sua sede é destruída e o mundo se trona refém de Poppy, Eggsy e Merlin embarcam em uma jornada que os leva à descoberta de uma organização de espiões aliados nos Estados Unidos chamada Statesman. Em uma nova aventura que testa a força e o juízo de seus agentes ao limite, essas duas organizações secretas se unem para derrotar a inimiga em comum e implacável, a fim de salvar o mundo.

Assim como o primeiro filme da franquia, Kingsman 2 começa de forma grandiosa e explosiva, com uma sequência de muito impacto e violência gráfica. Ótimas cenas de ação são permeadas ao longo do filme. Se tratando de uma seqüência, as referencias ao primeiro filme são inevitáveis, mas o diretor Matthew Vaughn nos apresente de forma competente um novo universo e novos dilemas. As relações interpessoais e as motivações dos personagens do núcleo Kingsman são mais aprofundadas. Vemos Eggsy abalado pela morte de seu amigo e mentor Harry Hart e, Merlin se revela um sujeito emotivo e responsável pelo destino do jovem.

Além das sátiras a filmes de espionagens, outro gênero ironizado são os filmes de western/faroeste. Os espiões do Statesman são todos caubóis, bonachões e caricaturados com os seus laços e chicotes, fazendo assim contraste com os polidos e refinados agentes ingleses. Jeff Bridges, além de ser um excelente ator, está formidável como agente Champagne. Outro destaque e o Pedro Pascal (Whiskey) que entrega uma personagem eletrizante e com camadas.

Poppy (Julianne Moore) é uma vilã tão insana quanto Richmond Valentine, vivido por Samuel L. Jackson no primeiro filme. Suas motivações e aspirações são fortes e bem argumentadas. A interpretação de Moore está impecável proporcionando bons momentos no filme. Outro destaque o cantor Elton John, interpretando a si mesmo no filme – ele potencializou a sua fama de antipático e grosseiro, rendendo assim boas risadas.

Kingsman: O Circulo Dourado é aquela continuação que supera a expectativa. Com um roteiro bem estruturado, personagens bem desenvolvidos, otimas cenas de ação e drama. Ao sair da sala de cinema você vai ficar se perguntando quando irão lançar Kingsman 3.

Nota: 5/5

Tatiane Barroso:  Jornalista de formação Cinéfila por vocação. Gosto de gente, bicho e planta, não necessariamente nesse ordem. Alucinada pela cultura Japonesa. Acredita que não existam filmes ruins, mas sim dias ruins para assistir determinados filmes.