A Vilã (The Villainess, 2017)

Ficha Técnica
Direção: JUNG Byung-gil
Roteirista: JUNG Byung-gil;JUNG Byeong-sik
Elenco: KIM Ok-vin; SHIN Ha-kyun; BANG Sung-jun; KIM Seo-hyung
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 2h 9min
Gênero: Ação, Suspense
Sook-hee (Kim Ok-vin), treinada desde a infância para ser uma assassina sanguinária, aceita um acordo de trabalho que a libertará do árduo ofício depois de dez anos de serviço. Mas mesmo depois de cumprir o prazo e começar a trilhar uma rotina normal, dois homens aparecem e a colocam de frente com seu passado.

 

Sempre que assisto a um filme é inevitável ficar buscando referencias de outros filmes, coisa de cinéfilo mesmo. E ao assistir A Vilã, do diretor coreano Jung Byung-gil, filmes como “Nikita-Criada Para Matar”,” Kill Bill”e “Trilogia da Vingança” do diretor coreano Park Chan-wook ficaram rondando na minha mente. Assim com “Nikita” a personagem de Kim Ok-vin também se encontra sem opções de vida e forçosamente inicia um longo treinamento, em diversas áreas, sem direito a sair do edifício/organização em que se encontra. Sook-hee não mostra compaixão ou remorso ao eliminar seus alvos, bem como a personagem “Nikita”.

Mas as familiaridades não param por ai. Como “Nikita”, Sook-hee após sair do edifício/organização para cumprir uma tarefa também se muda para um bairro no subúrbios de Seul e tenta ter uma vida normal, exceto pelo fato de que seu vizinho Hyun-soo (Bang Sung-jun) também ser um agente secreto enviado para mantê-la sob controle e auxiliá-la em suas missões. Somente o publico o conhece desde o início e sabem quais são as intenções de  Hyun-soo para com ela. Sook-hee se sente intriga e ao mesmo tempo encantada pelo vizinho.  É claro que com o tempo, ambos começam a preferir seus papéis como uma família abrindo assim espaço para o drama no filme.

Quentin Tarantino em seu filme “Kill Bill” presta verdadeira homenagem aos filmes de lutas e ação asiáticas. Mas em A Vilã as referencias a “Kil Bill” podem ser percebidas em dois momentos do filme: o assassinato de seu pai e morte do seu marido. Sook-hee presencia o assassinato de seu pai da mesma forma que O-Ren Ishii( vivida pela atriz Lucy Liu)  em “Kill Bill”, escondida de baixo da cama e sem poder dizer nada, pois entende que ficando viva poderá vingar seu pai. O outro momento nos remete a similaridade da morte de seu marido.  A protagonista em “Kill Bill” Uma Thurman assiste o seu noivo ser assassinando no dia do seu casamento, já personagem de Kim Ok-vin tem o seu marido assassinado em sua lua de mel. Juntamente como a película de Tarantino  o filme A Vilã trabalha a temática da vingança e as conseqüências do seu desencadeamento.

E por falar em vingança encerro esse texto com a ultima referencia que é “Trilogia da Vingança”. Sook-hee antes de adentrar em tal edifício/organização já era uma exímia assassina. Tais habilidades podem ser conferir na seqüência inicial do filme onde uma luta, repleta de carnificina, a partir do ponto de vista da protagonista. Essa seqüência provavelmente ficará marcada na memória dos telespectadores. Tudo o que se pode ver são gângsteres sendo esfaqueados, perfurados e chutados.  A violência gráfica dessa seqüência é similar a de Old Boy (filme pertencente à Trilogia da Vingança de diretor  Park Chan-wook) que também trabalha o tema da vingança e suas conseqüências.

O diretor Jung Byung-gil, assim com Park Chan-wook, em A Vilã apresenta um trama envolvente com muitas cenas de ação, suspense e reviravoltas. Mas para o publico mais acostumado com  gênero suspenso a o enredo de A Vilão pode soar familiar e previsível e  perdendo assim o encanto. O cinema coreano de foram geral merece a nossa atenção, pois ao longo de 2017 tem presente ao espectador brasileiro com ótimos filmes.

Nota: 4,5/5