Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes – Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e The Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque

 

Comparações entre os filmes da Marvel e DC são inevitáveis, mas parece que a DC está encontrando o seu caminho cinematográfico e Liga de Justiça acerta em cheio, mesmo com algumas derrapadas.

O enredo do filme está longe de ser algo inovador, Bruce Wayne juntamente com diante Diana Prince precisam recrutar um time de meta-humanos para enfrentarem um mal maior que pode aniquilar a Terra. Bem, como comecei o texto falando sobre comparações, faço aqui a minha, com o filme da Marvel “Os Vingadores” cuja temática é justamente esse a de juntar um bando de super heróis para defender a Terra de um vilão ou mal em comum.

 

Liga da Justiça : Foto Ben Affleck, Ezra Miller, Gal Gadot

 

A Marvel já havia apresentado todos os seus heróis em filmes solos, facilitando assim entendimento do publico. O desafio do filme Liga da Justiça é justamente apresentar novos personagens sem comprometer o enredo do filme.

O background de Prince foi bem desenvolvido em seu filme solo, já o de Wayne não só já está consolidado com também faz parte do nosso imaginário coletivo. Outro background que também já está consolidado é o do Super-Homem. O desafio do diretor Zack Snyder foi introduzir novos super heróis do universo DC sem comprometer o desenrolar do filme. Ele conseguiu de forma assertiva introduzir Aquaman, Cyborg e The Flash.

 

 

Na introdução de cada um dos personagens o diretor gastou menos de 5 minutos de apresentação e ao longo do filme distribui os motivos pelos quais esses heróis resolveram participar da Liga. A inclusão desses personagens abre precedentes não só para filmes solos, que retratem suas origens, como também para spin-offs.  

As cenas de lutas podem ser um divisor de águas. Há quem as ame e há quem as odeio. Particularmente fico dividida, pois em alguns momentos do filme, as cenas de luta das Amazonas e Mulher Maravilha são bem coreografadas. As lutas em que o Flash aparece também são boas, mas no geral existe a predominância da câmera tremula, dificultando assim a percepção e tirando a clareza dos combates. Essa câmera tremula chega a ser cansativa em alguns momentos, podendo desagradar alguns fãs.  

 

 

O vilão Steppenwolf vivido pelo ator Ciarán Hinds não tem nada de megalomaníaco, mas seu visual é bem robusto. Seu motivo é simples e bem trabalhado.

O longa também trabalha com a memória coletiva e afetiva  de seus expectadores, seja através de citações sutis a antigos personagens e situações ou mesmo através da musica tema de seus personagens.

 

Liga da Justiça : Foto Amy Adams

 

Liga da Justiça é aquela surpresa agradável que se tem indo ao cinema. Mesmo com um enredo longe de ser algo inovador tem uma historia bem amarada que não deixa pontas soltas a serem explicas em possíveis continuações.  Também estabelece elos de nostalgia ao evocar a memória coletiva de seus espectadores.

Nota: 4,6

 

OBS.: Não saia do cinema até os créditos acabarem. Sim temos duas  cenas pós-créditos! Em particular uma dessas pode ser considerada uma homenagem a serie de TV ou aos quadrinhos, bem com um possível filme ou apenas uma idéia para aparição de possíveis vilões nos filmes da DC