Em “Tartarugas Até Lá Embaixo” do John Green, somos apresentados a Aza Holmes, personagem que sofre da doença do TOC (transtorno obsessivo-compulsivo).  Hoje, iremos destacar os motivos da doença, retirados no site do Dr. Dráuzio Varella, publicado em 19/04/2011. Como fiquei conhecendo a evolução doença pelo livro ( quando percebi sua gravidade), achei válido trazer para você leitor uma definição completa. Leia:

Entende-se por obsessão pensamentos, ideias e imagens que invadem a pessoa insistentemente, sem que ela queira. Como um disco riscado que se põe a repetir sempre o mesmo ponto da gravação, eles ficam patinando dentro da cabeça e o único jeito para livrar-se deles por algum tempo é realizar o ritual próprio da compulsão, seguindo regras e etapas rígidas e pré-estabelecidas, que ajudam a aliviar a ansiedade. Alguns portadores dessa desordem acham que, se não agirem assim, algo terrível pode acontecer-lhes. No entanto, a ocorrência dos pensamentos obsessivos tende a agravar-se à medida que são realizados os rituais e pode transformar-se num obstáculo não só para a rotina diária da pessoa como para a vida da família inteira.

Em geral, os rituais  se desenvolvem nas áreas da limpeza, checagem ou conferência, contagem, organização, simetria, colecionismo, e podem variar ao longo da evolução da doença.

Classificação

Existem dois tipos de TOC:

a) Transtorno obsessivo-compulsivo subclínico – as obsessões e rituais se repetem com frequência, mas não atrapalham a vida da pessoa;

b) Transtorno obsessivo-compulsivo propriamente dito: as obsessões persistem até o exercício da compulsão que alivia a ansiedade.

Causas

As causas do TOC não estão bem esclarecidas. Certamente, trata-se de um problema multifatorial. Estudos sugerem a existência de alterações na comunicação entre determinadas zonas cerebrais que utilizam a serotonina. Fatores psicológicos e histórico familiar também estão entre as possíveis causas desse distúrbio de ansiedade.

Sintomas

Em algumas situações, todas as pessoas podem manifestar rituais compulsivos que não caracterizam o TOC. O principal sintoma da doença é a presença de pensamentos obsessivos que levam à realização de um ritual compulsivo para aplacar a ansiedade que toma conta da pessoa.

Preocupação excessiva com limpeza e higiene pessoal, dificuldade para pronunciar certas palavras, indecisão diante de situações corriqueiras por medo que uma escolha errada possa desencadear alguma desgraça, pensamentos agressivos relacionados com morte, acidentes ou doenças são exemplos de sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo.

Frequência

Em geral, só nove anos depois que manifestou os primeiros sintomas, o portador do distúrbio recebe o diagnóstico de certeza e inicia do tratamento. Por isso, a maior parte dos casos é diagnosticada em adultos, embora o transtorno obsessivo-compulsivo possa acometer crianças a partir dos três, quatro anos de idade.

Na infância, o distúrbio é mais frequente nos meninos. No final da adolescência, porém, pode-se dizer que o número de casos é igual nos dois sexos.

Tratamento

O tratamento pode ser medicamentoso e não medicamentoso. O medicamentoso utiliza antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina. São os únicos que funcionam.

A terapia cognitivo-comportamental é uma abordagem não medicamentosa com comprovada eficácia sobre a doença. Seu princípio básico é expor a pessoa à situação que gera ansiedade, começando pelos sintomas mais brandos. Os resultados costumam ser melhores quando se associam os dois tipos de abordagem terapêutica.

É sempre importante esclarecer o paciente e sua família sobre as características da doença. Quanto mais a par estiverem do problema, melhor funcionará o tratamento.


Opinião pessoal…

Fiquei bastante impressionado em saber mais, perceber que a fase da doença muitas vezes se desenvolvem na fase criança, somente descobrindo em muitos casos no adulto. O próprio autor do livro teve a doença, tentando-a controlar. No livro Aza vive uma repetição de pensamentos indesejados que a todo momento recebendo informações de riscos, infecções que podem leva-la a morte. Como beber álcool em gel para matar as bactérias que estão nela, entre outros momentos. Ainda conta com a ajuda de sua psiquiatra, o que de certa forma tenta aplicar os medicamentos para que diminua os efeitos.

Seguindo o livro, notamos o problema da garota quando ela começa relacionar com Davis, o seu beijo já é motivo de pegar várias bactérias, é onde consegui ver como é ruim ficar obsessiva e não poder controlar. Outros pontos, como novela, filmes que já vi, aparece os motivos de deixar o mesmo objeto no lugar, passar a mão para ver se tem uma sujeira, se tiver deve desinfetar o local. Uma série bastante conhecida, “Glee” exibida pela Fox, conseguimos ver em um personagem a evolução da doença.