Superman | Critica
A franquia Superman ganha um novo fôlego com este reboot envolvente. A versão de 2025 é um passo promissor na direção de uma nova era nos filmes baseados na DC Comics.
Escrito e dirigido por James Gunn “Superman” ainda não é uma história de origem. O filme se passa numa época em que o herói, interpretado por David Corenswet, é conhecido em Metrópolis, cidade grande onde vive e trabalha como jornalista no Planeta Diário. Corenswet e a verdadeira personificação do Superman. Ele traz charme, força serena e uma profunda empatia pelo personagem. Pela visão de Gunn Superman não é apenas poderoso, mas profundamente humano.
O filme mostra, por meio de flashbacks e conversas, os detalhes essenciais de sua a história. Ele nasceu com o nome Kal-El no planeta Krypton e foi enviado à Terra por seus pais ainda bebê, antes da explosão do seu planeta natal. Sua nave/berçário pousou em um campo na cidade do interior Smallville, onde foi encontrado e criado pelos fazendeiros Jonathan Kent e Martha Kent que lhe deram o nome de Clark Kent.
Não é surpresa que Clark tenha sido o único jornalista a conseguir entrevistas exclusivas com o misterioso meta-humano. Poucas pessoas na Terra conhecem a verdadeira identidade de Clark como Superman. Uma delas é sua colega jornalista, Lois Lane (Rachel Brosnahan), com quem está namorando, mas o casal decidiu manter esse romance em segredo.
O início do filme mostra um Superman ensanguentado e ferido, desmaiado na neve em algum lugar da Antártida. Com a ajuda de seu leal “supercão” Krypto retorna para Fortaleza da Solidão. Uma legenda no início do filme menciona que o herói está ferido porque, três horas antes, perdeu sua primeira batalha. Mais tarde nos é revelado qual foi essa batalha.
O diretor apresenta várias subtramas que nem sempre se encaixam bem no filme. Há a narrativa principal é do Superman querendo impedir que o país europeu de Boravia invada um país economicamente mais vulnerável do Oriente Médio chamado Jarhanpur. O filme não é abertamente político. No entanto, apresenta observações contundentes sobre como os imigrantes podem ser percebidos e maltratados por aqueles que são “nativos”. A supremacia cultural também é infligida pelos vilões de guerra da história.
Gunn também explora a relação tensa e volátil do Superman com a “Gangue da Justiça” um trio de super-heróis formando pelo arrogante Lanterna Verde (Nathan Fillion), a impulsiva Mulher-Gavião (Isabela Merced) e o tenso Sr. Incrível (Edi Gathegi), que se consideram super-heróis melhores que o Superman. Nicholas Hoult entrega um diabólico Lex Luthor. O Luthor de Hoult é exatamente o adversário brilhante e implacável, sua presença transborda inteligência e perigo, tornando-o um vilão digno dos ideais (verdade, justiça e uma amanhã melhor) do Superman.
Há um bom equilíbrio entre os momentos cômicos e sérios. O elenco, em sua maioria, tem uma química convincente, sejam eles aliados ou inimigos. Os efeitos visuais do filme correspondem às expectativas.
As cenas pós-créditos dão uma ideia do que poderia acontecer em uma sequência, mas são cenas cômicas bem curtas, sem importância crucial para a história
O SUPERMAN de James Gunn dá nova vida ao lendário herói com uma abordagem inovadora, porém fiel a suas origens.
